FEC e IMVF apresentam resultados do Estudo “Alterações Climáticas e Desenvolvimento”

Por ocasião do Dia Mundial da Árvore, a FEC | Fundação Fé e Cooperação e o IMVF | Instituto Marquês de Valle Flôr apresentam os resultados do estudo “Alterações Climáticas e Desenvolvimento”, realizado pela investigadora Patrícia Magalhães Ferreira. 



Os efeitos das alterações climáticas já se fazem sentir: o planeta está mais quente, existem mais fenómenos extremos, os oceanos estão mais ácidos e os ecossistemas são afetados. De acordo com a Investigação, a maioria dos países deverá ser mais pobre em 2100 do que hoje e, em resultado dos eventos meteorológicos extremos e dos desastres naturais, as alterações climáticas podem causar problemas de saúde, relacionados com secas, ondas de calor e poluição. A má nutrição causada pelos impactos na agricultura, a contaminação da água potável na sequência de catástrofes, ou o alargamento de vírus e doenças devido ao aquecimento global, são outros exemplos de impactos na saúde. A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que as alterações climáticas poderão ser responsáveis, todos os anos, por 250 mil mortes adicionais no mundo. Entre 1990 e 2015, calcula-se que mais de 1.6 milhões de pessoas tenha morrido em consequência de desastres naturais, número este com tendência a aumentar (NU, 2017). Os dados científicos apontam para que uma subida de 3ºC possa afetar 470 a 760 milhões de pessoas, apenas devido à subida do nível do mar. 

Os 20 países mais vulneráveis do mundo são todos países em desenvolvimento, sendo 17 países africanos. De entre os países de rendimento elevado, da OCDE, Portugal, Japão e Grécia são os países considerados mais vulneráveis às alterações climáticas

Francisco Ferreira, Presidente da Zero, afirma neste estudo que “Portugal é felizmente um dos países do mundo com maior ambição climática ao assumir a vontade de ser neutro em carbono em 2050 e é importante que o roteiro que está a ser desenhado responda efetivamente a este objetivo e com a implementação de políticas com a maior brevidade possível”, realçando que é “desejável que o país reforce ainda mais o seu papel na cooperação no combate às alterações climáticas junto dos países em desenvolvimento”. 


Estudo completo aqui (pdf)



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