Portalegre JazzFest regressa, de 26 a 28 de Abril, com formato de um fim de semana único

O Portalegre JazzFest está de volta, e na sua 15ª edição regressa ao formato de um fim de semana único: de quinta a sábado, seis concertos de grupos muito diferentes, dos Estados Unidos à Noruega, terminando numa fusão de sons e instrumentos muito portuguesa. 



«Na quinta, a noite de abertura do JazzFest, faz-se com a já tradicional visita dos nossos “amigos “ noruegueses, hoje em dia um dos países de vanguarda do jazz mais inovador, neste caso os Angles 3, que tanto vão beber ao folclore dos países gelados lá de cima como à quente África, ao mesmo tempo que o contrabaixo de Ingebrigt Haker-Flaten e os instrumentos de percussão de Kjell Nordeson empurram Martin Küchen a fazer os mais estonteantes solos de saxofone que podemos imaginar. 

Na noite de sexta, em data única na Península Ibérica, o Grande Auditório do CAE recebe o guitarrista americano Bill Frisell e o contrabaixista Thomas Morgan, com o projeto Small Town, a partir de um concerto dado originalmente no conhecido Village Vanguard, em Nova Iorque. Esta noite especial, com dois artistas de renome, contém várias homenagens a amigos e inspirações dos dois músicos, como por exemplo a conhecida Carter Family, e termina com o tema “Goldfinger”, do filme de James Bond. 

Finalmente, no sábado, a conjugação de dois projetos portugueses, num regresso ao CAE: o Ricardo Toscano Quarteto, cuja linguagem adotada é a do bebop e do pós-bop, com claras influências de Charlie Parker e um repertório de originais e composições históricas que vai até Ornette Coleman; e o sexteto Slow is Possible, praticantes de um jazz que revela influências eruditas, como não podia deixar de ser, mas também do rock e das músicas exploratórias, dando um relevo à melodia e ao ritmo que o torna particularmente acessível. Na noite de sexta e sábado, no espaço mais tradicionalmente jazzístico do café-concerto, entre conversas e libações, atuarão os portugueses The Rite of Trio, formado por André Silva, Filipe Louro e Pedro Melo Alves, um trio que navega entre diversos estilos musicais, como o hard bop, o free, o rock, o metal e o prog, com o objetivo de 'tocar música sem regras, sem ambições e sem expectativas'. 

Todas as noites, a concluir a “ementa” musical, o café-concerto do CAE também receberá o projeto BirdZzie, numa viagem entre o jazz, o jazz-hop e o electro-jazz. 

Mantendo uma tradição de há décadas, o foyer do CAE receberá a Feira do Disco e do Livro, com organização da editora Clean Feed, que leva a Portalegre a maioria do seu catálogo, um dos mais conceituados a nível internacional. Para alimentar o palato, haverá também as já habituais provas de vinhos e produtos regionais, uma forma de mostrar o que de bom e de delicioso se faz na região. 



26 de Abril às 21h30

Angles 3 (Martin Kuchen / Ingebrigt Haker Flaten / Kjell Nordeson)  
Bilhetes: 5€, Passe festival 20€ 

Martin Küchen: Saxofones 
Ingebrigt Haker-Flaten: Contrabaixo 
Kjell Nordeson: Bateria e Percussão 

Depois dos vários formatos Angles (de 6 a 10), teremos entre nós, pela primeiríssima vez no continente europeu depois da gravação de “Parede”, a nova variante do projeto que o saxofonista sueco iniciou recentemente com uma digressão pelos Estados Unidos, intitulada Angles 3. 

A combinação dos superlativos talentos dos três músicos é explosiva, servindo da melhor maneira os conceitos composicionais de Küchen, que vão tanto beber ao folclore dos países gelados lá de cima como à quente África, ao mesmo tempo empurrando o líder a fazer os mais estonteantes solos de saxofone que podemos imaginar. E olhem que este Martin Küchen é um dos melhores sopradores que pelo jazz circulam nestes dias. Mais uma vez, vai acontecer algo de extraordinário em Portalegre, uma embaixada do melhor jazz que se faz hoje na Europa. Não vão perder a oportunidade, pois não? 


27 de Abril às 21h30

Bill Frisell & Thomas Morgan – Small Town 
Bilhetes: 10€, Passe festival 20€ 

Bill Frisell: Guitarra 
Thomas Morgan: Contrabaixo 

“Small Town” apresenta o guitarrista Bill Frisell e o contrabaixista Thomas Morgan num programa de duetos, captado originalmente ao vivo no conhecido Village Vanguard, em Nova Iorque. 

Frisell teve o seu início como líder na editor ECM em 1983, com o igualmente intimista disco “In Line”, que o estabeleceu como um dos mais distintivos guitarristas modernos, com uma sonoridade muito própria. Thomas Morgan tem sido o contrabaixista de escolha para variados artistas da ECM, como Tomasz Stanko, Jakob Bro, David Virelles, Giovanni Guidi e Masabumi Kikuchi. 

“Small Town” contém várias homenagens a amigos e inspirações dos dois músicos, como por exemplo a conhecida Carter Family, e termina com o tema “Goldfinger”, banda sonora do filme de James Bond, com “a atmosfera dessa música levando-me de volta ao início dos anos 60, quando comecei a ficar entusiasmado por tocar guitarra. A música em si é muito cool, com coisas extraordinárias a acontecer na melodia e na harmonia, quase de forma subliminal”, recorda Frisell. 


28 de Abril às 21h30

Ricardo Toscano Quarteto + Slow is Possible 
Bilhetes: 10€, Passe festival 20€ 

Ricardo Toscano: Saxofone Alto 
João Pedro Coelho: Piano 
Romeu Tristão: Contrabaixo 
João Pereira: Bateria 

O jazz praticado pelo Ricardo Toscano Quarteto é um “mainstream”, sem preocupações de inovação e muito menos de experimentação, mas são tais a frescura, a energia, a entrega e a personalidade própria dados aos temas, “standards” incluídos, que o Ricardo Toscano Quarteto conquistou a unanimidade do aplauso. Já não é só de bom jazz que se trata, mas de brilhantismo. 

A linguagem adoptada é a do bebop e do pós-bop, com claras influências de Charlie Parker e um repertório de originais e composições históricas que vai até Ornette Coleman. Na moldura destas, e suportado por uma secção rítmica em combustão permanente, o alto de Toscano voa com a desenvoltura e a agilidade de uma águia. 

André Pontífice: Violoncelo 
Bruno Figueira: Saxofone 
Duarte Fonseca: Bateria 
João Clemente: Guitarra 
Nuno Santos Dias: Piano 
Ricardo Sousa: Contrabaixo 

São a nova grande surpresa do jazz, num país que as tem tido algumas nos últimos anos. No caso dos Slow is Possible, por maior força de razão: os seis jovens músicos que o constituem não cresceram nos meios do jazz: a sua formação é clássica. 

O jazz que praticam revela influências eruditas, como não podia deixar de ser, mas também do rock e das músicas exploratórias, dando um relevo à melodia e ao ritmo que o torna particularmente acessível. O trabalho harmónico desenvolvido pelo grupo pode ser complexo, como estranhas serão a um ouvido não treinado algumas situações sonoras que explora, mas os seus temas entram facilmente no ouvido e ficam lá. 

Slow is Possible é a música de câmara que toca quem ouviu Charles Mingus, John Coltrane, Mr. Bungle e Keiji Haino e resulta tão bom quanto o melhor que se poderia desejar. 


27 e 28 de Abril às 23h30

The Rite Of Trio 
Bilhetes: 3€, Passe festival 20€ 
 
André Silva: Guitarra 
Filipe Louro: Contrabaixo 
Pedro Melo Alves: Bateria 

O que ouvimos nos The Rite of Trio envolve tendências do jazz, como o hard bop e o free e do rock, como o metal e o prog, mas tal não acontece por esquematismo fusionista e sim por desprezo pela autoridade (leia-se: a autoridade do jazz e a autoridade do rock). 

Nada mau, para músicos que fizeram do jazz e do rock as suas vidas – por exemplo, Louro faz parte de pelo menos duas formações de primeira linha da cena jazz do Porto, O Grilo e a Longifolia e o Eduardo Cardinho Quinteto, e ele e Pedro integram dois conhecidos grupos de rock, Salto e Catacumba. Com esta outra banda, vêm dizer que não aceitam as proibições e os tabus que lhes chegam de ambos os lados, que não se conformam, que têm necessidade, como já anunciaram, de 'tocar música sem regras, sem ambições e sem expectativas'.»




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