Festival Santa Casa Alfama’18 com Cartaz completo do Palco Ermelinda Freitas no Largo das Alcaçarias

Palco Ermelinda Freitas do Festival Santa Casa Alfama’18, oferece cinco boas razões para que o público se fixe no Largo das Alcaçarias: são as vozes de Filipa Cardoso, Artur Batalha e Ana Marta, no dia 28, e as de Maria da Nazaré e Jorge Roque, no dia 29 de Setembro. 



Artur Henriques dos Santos Batalha, ou simplesmente Artur Batalha, como é conhecido no meio fadista, nasceu em Alfama a 14 de Abril de 1951. Iniciou o seu percurso com apenas 14 anos na Taverna do Embuçado, embora já cantasse desde os 9 anos de idade. Em 1971, ganhou o prémio da Grande Noite do Fado no Coliseu de Lisboa, e foi contratado para cantar em vários países do mundo. É uma figura de referência do Fado mais ‘castiço' e também da própria cidade de Lisboa, a par de nomes como Argentina Santos, Alfredo Marceneiro ou Fernando Maurício... Em Setembro deste ano, o “Príncipe do Fado” vai actuar no seu bairro de sempre, o lugar onde verdadeiramente se sente em casa – Alfama, claro. 

Filipa Cardoso estreou-se com quinze anos na Casa de Fado "Taverna do Embuçado", onde foi contratada de imediato para integrar o elenco. Também a fadista Maria Jôjô convidou Filipa para cantar na sua casa "Taverna D'El Rey". Depois de alguns anos afastada das lides do fado, Filipa regressou de alma amadurecida marcada pelo facto de ter sido mãe e de ter tido experiências que a marcaram como mulher e que a impulsionaram para fazer aquilo que mais gostava de fazer: cantar Fado. Essa decisão fê-la ganhar a "Grande Noite do Fado" no teatro São Luiz em Lisboa. Gravou o seu primeiro álbum em 2009. "Cumprir seu Fado" teve produção de Jorge Fernando e contou com a participação especial da fadista Argentina Santos em “Fado da Herança”. Está agora a preparar um novo disco e ser editado em breve e, enquanto esse disco não chega, a fadista prepara também a sua presença na edição deste ano do Santa Casa Alfama. 

Outra fadista de Alfama: Ana Marta. A jovem sempre sonhou com palcos e com a possibilidade de ser artista. Iniciou a sua paixão pelo Fado aos doze anos e desde aí já passou por casas tão míticas como “O Faia”, “Café Luso”, “Clube de Fado”, entre outros espaços. Apontada como um dos nomes mais promissores do Fado, em 2011 foi premiada com o prémio revelação Amália Rodrigues. Atualmente trabalha todas as noites numa das casas mais típicas e prestigiadas do nosso Fado: o restaurante típico “O Timpanas”, em Alcântara. Outra das paixões (e talentos) da fadista Ana Marta é a representação. Já participou em várias peças e integrou, mais recentemente, o elenco da peça de teatro “Trovas & Canções – actores, poetas e cantores”, com o ator Ruy de Carvalho. O próximo desafio será mostrar toda a sua garra e genica no Palco Ermelinda Freitas. 



Maria da Nazaré, natural do Barreiro, cedo partiu para Lisboa, onde se radicou no Bairro de Campo de Ourique. Aí começou a cantar, no início da adolescência. Primeiro em serões de amigos e logo depois integrada nas sessões para trabalhadores, organizadas pela antiga FNAT (hoje INATEL). Nos finais dos anos sessenta, venceu por duas vezes a Grande Noite do Fado no Coliseu de Lisboa. Aos 17 anos integrou o elenco dos artistas que colaborava com a antiga Emissora Nacional, percorrendo o país a cantar em noites de Fado que eram transmitidas pela rádio, o que lhe conferiu enorme popularidade. Editou vários discos a solo, mas também em colaboração com o cavaleiro José Mestre Batista e com Fernando Farinha. A sua vida artística levou-a a percorrer vários pontos do globo, como Brasil, Angola, Moçambique, Inglaterra, Bélgica, Finlândia, Suécia, Dinamarca, Espanha, entre outros países... Ao longo da sua carreira, tem recebido vários prémios e distinções, como a Medalha Municipal de Mérito da Câmara Municipal de Lisboa ou o Prémio Amália Rodrigues. Com uma enorme sensibilidade na forma como diz cada palavra, continua a ser um prazer ouvir Maria da Nazaré. E a próxima grande oportunidade para o fazer está marcada para o Festival Santa Casa Alfama. 

Jorge Roque nasceu no Alentejo, em Portel. Estudou em Évora até 1995, altura em que entrou para a Faculdade de Belas Artes de Lisboa, onde se licenciou em Design de Equipamento no ano de 2001. No ano de 2009 frequentou o curso de Arquitectura na Universidade de Évora, mas a música evidenciou-se sempre como sua principal paixão. Com um vasto percurso no panorama da música nacional, integrou vários projectos musicais, desde os 10 anos de idade. E em 2010 sagrou-se vencedor da última edição do programa televisivo “Operação Triunfo”. De seguida, frequentou a prestigiada escola internacional de música, “Berklee College of Music”, em Boston, e em 2013 editou o seu primeiro álbum de originais: “Às Vezes”. Considera-se sobretudo um cantor, e a partir dessa auto avaliação, fundou o projecto Monda, juntamente com mais dois músicos do Alentejo. Na próxima edição do Santa Casa Alfama, todos vão poder testemunhar os melhores frutos dessa paixão de Jorge Roque pelo Fado e pelo cante alentejano. 

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