«Fogo - Ar, Água, Terra». Orquestra Metropolitana de Lisboa dia 26 de Maio no Museu Nacional de Arte Antiga

O último concerto da Temporada Barroca 2017/2018 da Orquestra Metropolitana de Lisboa é já no próximo sábado, dia 26 de Maio, no Museu Nacional de Arte Antiga. Um programa fogoso com obras de Destouches / Lalande, Haydn e Händel. 



«Fogo - Ar, Água, Terra». Na Grécia Antiga, os quatro elementos correspondiam à divisão elementar do universo. O Fogo era quente e seco, a Terra fria e seca, a Água fria e húmida, o Ar quente e húmido. Sintetizava-se assim a composição fundamental da matéria, mas a sua formulação também tinha um alcance espiritual. Tendo como referências a Filosofia e a Ciência da Antiguidade Clássica, as Artes do século XVIII inspiravam-se nessas ideias, perseguindo sempre o ideal da imitação da Natureza. 

Neste sentido, a Opéra-ballet Les élémens foi precursora. Ela voltou à cena por diversas vezes nas décadas seguintes em diferentes teatros de Paris, servindo de modelo a outras obras semelhantes, de que é exemplo a sinfonia homónima composta por Jean-Féry Rebel em 1737. Em sentido inverso, terá sido a última Opéra-ballet realizada na corte francesa com participação real. Saiba mais »»» 

O Rei Luís XV também dançava. No último dia de 1721, com apenas onze anos de idade, participou com outros membros da corte na estreia da Opéra-ballet Les élémens, no Palácio do Louvre. A composição da música foi repartida entre dois compositores, André Cardinal Destouches e Michel-Richard de Lalande, não se sabendo ao certo a quem pertence cada uma das partes. Para lá da Abertura e das danças expectáveis, incluía quatro «entradas» dedicadas aos quatro elementos que, segundo as teorias acreditadas na época, estão na origem de toda a existência. 

Neste programa, que junta o maestro finlandês Aapo Häkkinen aos músicos da Orquestra Metropolitana de Lisboa pela quinta temporada consecutiva, terá ainda a oportunidade de escutar outras duas obras verdadeiramente fogosas. A Sinfonia N.º 59 de Haydn chama-se «Fogo» devido à sua impetuosidade dinâmica, mas também por ter sido tocada no entreato de uma peça teatral homónima. Já a Música para os Reais Fogos de Artifício de Händel reporta ao espectáculo de pirotecnia que celebrou no Green Park de Londres o primeiro aniversário do Tratado de Aix-la-Chapelle, em 1749. 



Orquestra Metropolitana de Lisboa 
Cravo e Direção Musical Aapo Häkkinen 

G. F. Händel Música para os Reais Fogos de Artifício, HWV 351 
A. C. Destouches / M.-R. de Lalande Les élémens (Suíte da opéra-ballet) 
J. Haydn Sinfonia N.º 59, Hob.I:59, Fogo 


Sábado, dia 26 de Maio, às 21h00, no Museu Nacional de Arte Antiga 





Comentários

Publicações Anteriores

Mostrar mais

Mais lidas na última semana

Mais lidas no último mês

Mais lidas no último ano

Nº Visits