Fundação Sindika Dokolo recupera património cultural para Angola

A Fundação Sindika Dokolo anunciou hoje a restituição oficial ao Estado angolano de cinco novas obras de arte de coleções nacionais, pertencentes ao Museu do Dundo. Este é mais um regresso a Angola de peças importantes da sua história, muitas décadas depois de se terem perdido ou sido roubadas no período de colonização. 



O regresso a Angola de parte do seu património cultural, uma iniciativa levada a cabo pela Fundação Sindika Dokolo num acto de mecenato do empresário e colecionador de arte reveste-se de um grande significado, não apenas para os angolanos como também para toda a comunidade internacional que acompanha a arte africana. 

Em Outubro de 2015, Sindika Dokolo anunciou em Londres um projeto original, ambicioso e inovador: recuperar as obras desaparecidas das coleções do Museu angolano do Dundo durante a guerra civil (1975-2002) e devolvê-las ao seu país de origem. 

Graças à colaboração de colecionadores, de três marchands especializados e de duas casas leiloeiras, cinco novas peças podem hoje ser entregues oficialmente às autoridades angolanas:

. Cadeira CHOKWE citwamo ca mangu 
. Cachimbo CHOKWE peshi 
. Taça SHINJI panda 
. Banco SHINJI Citwamo 
. Masque SHINJI Cihongo 


Contexto histórico 

O Museu Regional do Dundo foi criado em 1936 pela antiga Diamang (Companhia de Diamantes de Angola) no Nordeste do País, na província da Lunda-Norte. Foi constituído a partir da coleção pessoal de José Redinha, funcionário administrativo de Tchitato com peças na sua maior parte provenientes da região da Lunda (496 objetos). 

Aquando da criação da instituição, foram iniciadas importantes campanhasd e recolha etnográfica a fim de enriquecer as coleções materiais e imateriais daquela instituição (nomeadamente registos sonoros). A partir de finais da década de 40 do século passado, a Diamang passa também a adquirir peças no mercado da arte na Europa para completar as coleções deste museu (uma das peças que se seguem – o cachimbo – inscreve-se nesta categoria). 

Uma iniciativa que, embora levada a cabo num contexto colonial (e como propósito de legitimar esta empresa), já sublinhava a importância do «retorno» das obras do património angolano ao país de origem. Além disso, o museu desenvolveu também uma importante atividade editorial, tendo publicado obras que constituem hoje referências incontornáveis para a história da arte e das culturas desta região de Angola. Uma dessas publicações é uma recolha de Marie-Louise Bastin (1918-2000), professora emérita da Universidade Livre de Bruxelas na Bélgica, publicada em 1961, nas versões francesa e portuguesa: Museu do Dundo. Subsídios para a História, Arqueologia e Etnografia dos Povos da Lunda, com o subtítulo em francês Art décoratif Tshokwe. Este repositório faz um inventário das principais obras do Museu do Dundo no início dos anos de 60 do século passado. Os trabalhos de Marie-Louise Bastin constituem ainda hoje uma fonte essencial de informação sobre a definição das tipologias e dos estilos da arte Chokwe e dos povos com ela relacionados. Constituem também uma referência que proporciona uma visão de conjunto das obras provenientes desta região, e que integram tanto coleções públicas quanto privadas. 

Graças ao seu profundo conhecimento das colecções do Museu do Dundo e ao trabalho de «recenseamento» da arte Chokwe em coleções ocidentais, Marie-Louise Bastin foi também uma das primeiras pessoas a preocupar-se com – e a denunciar – o aparecimento no mercado internacional de peças pertencentes à instituição, no contexto da guerra civil angolana, desde o início dos anos 80 do século passado. 


PARA UMA PUBLICAÇÃO ONLINE DOS OBJETOS DESAPARECIDOS DA COLEÇÃO DO MUSEU DO DUNDO 

Enquanto as publicações de Marie-LouiseBastin divulgam «apenas» cerca de 300 peças das coleções do Dundo (um museu que continha vários milhares), o projeto da Fundação Sindika Dokolo, visando recuperar no exterior de Angola obras pertencentes às coleções museológicas do país, também se baseia numa outra fonte: o fundo extremamente bem documentado do Bureau International de Documentation Ethnographique mantido nos arquivos do Museu Real da África Central em Tervuren (Bélgica). 

A parte deste fundo respeitante às colecções dos museus angolanos (principalmente a do Dundo), conta com cerca de 1300 fichas que descrevem mais de 830 peças das colecções. A Fundação Sindika Dokolo obteve do MRAC Tervuren um acordo para digitalizar este fundo para a respectiva investigação, o que permitiu a criação de uma base de dados que centraliza informações técnicas e imagens de alta qualidade, essenciais para a identificação de obras que aparecem pontualmente no mercado da arte. 

Cultura e completada com a ajuda dos arquivos do Museu do Dundo. Um passo que permitirá, sempre que se justifique, divulgar amplamente, através dos sites especializados (Interpol, Art Loss Register etc.), a descrição dos objetos procurados pertencentes às coleções do Museu do Dundo


Quadro jurídico 

De coleções privadas da empresa Diamang durante o período colonial, as colecções do Museu do Dundo tornaram-se coleções nacionais após a independência do país em 1975. Neste contexto, estas coleções têm o estatuto legal de «bens culturais», categoria que se enquadra na legislação nacional de Angola (uma vez que o roubo de obras, na sua essência, se encontra contemplado no Código Penal), mas também na legislação do direito internacional. O Estado angolano ratificou em 1991 a Convenção da UNESCO de 1970 relativa às medidas a adotar para proibir e impedir a importação, a exportação e a transferência ilícita de propriedade de bens culturais, e aderiu à Convenção do Unidroit de 1995 sobre bens culturais roubados ou exportados ilegalmente. 


Apresentação das cinco obras 

Cadeira CHOKWE citwamo ca mangu 

Esta cadeira do chefe Sanjime foi esculpida por um artista talentoso. Como é habitual nestes objetos inspirados em cadeiras ocidentais (trata-se de um trabalho em alhetado cujo assento é feito de cabedal atado a um suporte de madeira maciça), as barras ilustram as principais etapas da vida da pessoa com cenas esculpidas a toda a volta. As barras da cadeira do chefe Sanjime ilustram de forma muito sucinta alguns momentos de uma vida humana: 

• À frente: jovens, quatro raparigas e um rapaz, a brincar (twanukekanahehe). 
• Lateral do lado esquerdo: dois homens e duas mulheres de idade adulta (malunganyimapwo). 
• Ao centro: dois homens transportando um chefe numa liteira (malungaali kanambatamwata mu cipoya). 
• Lateral do lado direito: um homem e três mulheres; uma criança morta,deitada sobre os joelhos da mãe (lunga  nyimapwonyimwana). Uma cena de luto que evidencia gestos de lamentação. 
• Atrás: quatro mulheres idosas (mapwomakulwana). 

O espaldar representa, ao centro, a máscara enérgica de Cihongo, que incarnam poder e a riqueza; cinco tachas de latão cravadas na testa representam sem dúvida a tatuagem kangongo que as máscaras exibem sob o aspecto de uma faixa colada de tecido vermelho; o penteado em leque ostenta na parte de trás dois apêndices cilíndricos que representam de forma estilizada os tufos de cabelo denominados mavwamvwa. As traves do espaldar são coroadas pela máscara feminina Pwo – cujo penteado é do tipo tota – e pela máscara Cihongo, com o seu aspecto convencional. 

Esta exibe um penteado diferente do penteado da máscara Cihongo do espaldar. 

Na travessa do espaldar encontram-se incisos diferentes padrões geométricos: maswi a yisakala ou rede de gaiola; mapembe ou desenhos triangulares da víbora yenge; matota ou esquematização do penteado tota, usado aqui pelas personagens femininas representadas nesta cadeira. 

Cadeira CHOKWE citwamo ca mangu
Direitos Reservados 

Comunidade Sanjime, região do Dundo 
Madeira, cabedal 
Alt. 55 cm; larg. 33,5 cm 
Inv. B. 182 
- Recolhida pelo Museu do Dundo antes de 1958 
- Bastin, Art décoratif Tshokwe, Lisboa, Diamang, 1961, estampas 189 e 190, il. 1a-1g 
- Identificada por Tao Kerefoff e devolvida por Daniel Hourdé, Paris 

- A restituição desta desta obra de arte foi possível graças à iniciativa do colecionador Daniel Hourdé em Paris. 



Cachimbo CHOKWE peshi 

Este cachimbo foi adquirido pela Diamang provavelmente em Lisboa, circunstância que em parte explica a dificuldade em atribuir de forma inequívoca a sua criação a um escultor Chokwe. A representação está, no entanto, próxima do estilo da estatuária Chokwe, pelo tratamento volumoso do toucado e dos acentuados traços do rosto. 

Os cachimbos adornados com cabeças humanas são numerosos na região da Lunda. Neste exemplar, o tubo longo de secção quadrangular é decorado com os seguintes padrões: mapembe – triângulos entalhados dispostos em linha; yenge (plural mayenge) ou víbora do Gabão – grande ziguezague (Bastin, 1961). 

Cachimbo CHOKWE peshi
Direitos Reservados 

Cachimbo CHOKWE peshi
Direitos Reservados

Cachimbo CHOKWE peshi
Direitos Reservados

Madeira, ferro 
Alt. 62 cm; larg. 10 cm 
Inv. C.A.121 
- Adquirido em Lisboa para o Museu do Dundo pela Direcção da Diamang, entre o final da década de 1940 e 1957 
- Bastin, Art décoratif Tshokwe, Lisboa, Diamang, 1961, estampa 111, n.° 2 
- dentificado por Didier Claes numa colecção particular belga 

- A restituição desta desta obra de arte foi possível graças à iniciativa do colecionador Didier Claes em Bruxelas. 



Taça SHINJI panda 

Esta peça, cuja tipologia se assemelha à das taças, é na verdade um prato para comida do tipo panda. Na realidade, o escultor conferiu à taça a forma do recipiente para cozinhar mandioca, yimbya

O receptáculo é sustentado por uma figura feminina, kaponyawapwo, decorada com a representação da tatuagem mikonda com duas nervuras horizontais ao longo do baixo-ventre. O penteado de cabelos entrançados em bandas paralelas a partir da testa até à nuca é do tipo milamba. Segundo Bastin (1961), o tema da cariátide não é muito comum na região da Lunda. Além disso, a atitude desta figura feminina que, com tanta desenvoltura, abre os braços para sustentar a taça é verdadeiramente excepcional. 

  Taça SHINJI panda
Direitos Reservados 

Comunidade Mwakavula, região de Camaxilo 
Madeira 
Alt. 21 cm; larg. 13,2 cm 
Inv. A.6 
- Recolhida pelo Museu do Dundo antes de 1957 
- Bastin, Art décoratif Tshokwe, Lisboa, Diamang, 1961, estampa 13 
- Colecção particular europeia, antes de 2015 
- Venda no leilão “Tribal Art Auktion 81”, Zemanek-Münster, Wurzburg, 
Alemanha, 31 de Outubro de 2015, lote 434 
- Colecção particular, Paris 



Banco SHINJI Citwamo 

Este pequeno banco circular é decorado com um tema recorrente na produção chokwe: a cabeça da máscara Cihongo. Discretamente localizada na coluna central, é reconhecível pelo penteado esculpido que avança em antolhos de cada lado do rosto. 

Esta localização pouco comum (a máscara Cihongo é mais frequentemente representada no espaldar das cadeiras) permitiu a interpretação esquemática do tema pelo artista (os olhos e a boca formam um todo já que a sua estilização oval é idêntica). Uma ligeira saliência representa aqui o queixo, sempre muito acentuado nas máscaras. 

Comunidade Shakasambi, região de Camaxilo 
Madeira 
Alt. 11 cm; diâm. 18 cm 
Inv. B.27 
- Recolhido pelo Museu do Dundo antes de 1957 
- Bastin, Art décoratif Tshokwe, Lisboa, Diamang, 1961, estampa 167, il. 2 
- Adquirido no mercado belga em 2002 
- Colecção particular italiana, a partir de 2002 

Banco SHINJI Citwamo
Direitos Reservados 

- A restituição desta desta obra de arte foi possível graças à iniciativa do colecionador Giorgio Rusconi em Milão. 



Masque SHINJI Cihongo 


Masque SHINJI Cihongo
Direitos Reservados

Masque SHINJI Cihongo
Direitos Reservados 

Redinha descreve esta máscara em 1956 realçando o aspecto do material de que é feita: «Madeira maciça de cor vermelha. Muito polida pelo uso.» Mas assinala igualmente os atributos em falta: «Sobre as máscaras de Tchirhongo, feitas de madeira,como esta, os bailarinos colocam frequentemente, fora das exibições, uma espécie de grande chapéu ornamentado com plumas exuberantes de aves selvagens, dispostas em forma de leque. Este atributo corresponde à representação tradicional do muquiche (bailarino) Tchirhongo, como o revelam as máscaras, mais antigas, feitas de resina, de ramos e de entre casca de árvores, (…).» 

Embora Redinha considere esta máscara relativamente usada, na introdução da sua obra, ele admite: «é difícil, se não mesmo impossível, determinar o grau de antiguidade da maioria das máscaras que apresentamos subsequentemente, porque a sua história geralmente não é conhecida nas aldeias onde as descobrimos.» 

Embora a mais antiga do seu corpus pareça poder ser datada do último quartel do século XIX, esta máscara é incontestavelmente mais recente. Esta é uma apreciação que é compatível com a análise de Redinha ao situar a produção das máscaras Cihongo feitas de madeira como sendo posterior à das máscaras de resina da mesma tipologia. Explica também que «essas máscaras de madeira não intervinham necessariamente nas cerimónias da Mukanda ou em outras cerimónias importantes que privilegiavam as máscaras de resina. As máscaras de madeira são,consequentemente, menos importantes do ponto de vista religioso e social». 

O uso destas máscaras de madeira tem resistido ao tempo e,sempre envergadas por bailarinos profissionais, permanecem associadas a costumes carregados de significado. Elas revelam o grande talento dos escultores desta região, cujo prestígio artístico transcende o âmbito regional. 

Masque SHINJI Cihongo
Direitos Reservados 

Comunidade Tchiuta, região de Camaxilo, Lunda, Angola 
Madeira maciça, metal (uma das argolas do brinco não parece ser a de origem) 
Alt. 25,5 cm; larg. 15 cm 
- Recolhida pelo Museu do Dundo antes de 1947 
- Aguarelada por Redinha em 1947 
- Redinha, Máscaras da Lunda, Lisboa, Diamang, 1956, estampa 19 
- Quiocos da Lunda. A Arte de um Povo de Angola, catálogo da exposição, Porto, Casa do Infante, Julho de 1966, estampa 7. 
- Colecção particular belga, desde a década de 1990 


FONTES 

Arquivos 
• Fundo do Bureau International de Documentation Ethnographique; Museu Real da África Central, Tervure — Fontes bibliográficas 

• Afrique 100 objets disparus. Pillageen Afrique, Paris, ICOM, 1994, 143 p. 

• BASTIN Marie-Louise, Art décoratif Tshokwe, Lisboa, Diamang, 1961, 2 vol. 

• JORDAN Manuel, “Revisiting Pwo”, African Arts, vol. 3, n°4, (Winter) 2000, pp. 16-25; 92-93. 

• PORTO Nuno, 2015. «Arte e etnografia cokwe: antes e depois de Marie-LouiseBastin», Etnogafica, vol. 19, n°1, 2015. 

- 2003. «Lemuséeentant que technologie d’enchantement : letravailmuséal à la Compagnie des Diamants d’Angola », Arquivos do Centro Cultural Calouste Gulbenkian, 45, pp.123-132 

- 2001. «The Arts of the Portuguese Empire: the emergence of Cokwé Art in the Province of Angola», in Shelton A. (ed.), Collectors - Expressions of the Self and Other. Contributions to Critical Museology and Material Culture, Horniman Museum and Gardens &  Museu Antropologico da Universidade de Coimbra, pp. 225-247. 

- 1999. «Picturing the museum: photography and the work of mediation in the Third Portuguese Empire, Focaal, n°34, 1999,pp. 41-51 

• RIBEIRO DA SILVA BEVILACQUA Juliana, 2017. «Notes on the Making of the Dundo Museum Collection », Art Africa, n°7,mars 2017, pp. -18X-187. 

- 2016. De caçadores a caça : Sobas, Diamang e o Museu do Dundo, Tese de doutoramento em História defendida na Universidade de São Paulo, 2016. 
- Conferência 

• Lepillage des collections nationales en Afrique centrale et leur circulation sur le marché de l’art : exemple de l’Angola, de la R. D. Congoet de la Zambie, Boris Wastiau, (A pilhagem das colecções nacionais na África central e respectiva circulação no mercado da arte:exemplo de Angola, da R. D. do Congo e da Zâmbia), Boris Wastiau, Colóquio do Museu de Etnografia de Genebra, 2011. 

- Todas as Referências em línguas vernáculas são retiradas do livro de Marie-Louise Bastin (1961). 

- Referências das imagens com direitos de autor utilizadas: 
MRAC Tervuren (p. 4) 
Native, Brussels (p. 7) 
Studio Philippe de Formanoir - Paso Doble (p. 6) 
Sylvia Bataille (p. 5) 




Com esta iniciativa, a Fundação Sindika Dokolo introduz na discussão pública um tema de elevada importância para a compreensão da cultura e identidade de Angola – a recuperação do acervo histórico do país, através de ações de mecenato pela recuperação de arte clássica angolana. 

Um primeiro conjunto de três obras (duas máscaras e uma estatueta) foi oficialmente apresentado às autoridades angolanas a 4 de Fevereiro de 2016, seguidas de duas outras peças importantes (uma máscara e uma escultura) que foram recuperadas e entregues a Angola através da sua Embaixada em Paris. A partir de meados de 2016, uma pesquisa mais sistemática de obras provenientes das coleções do Museu do Dundo foi realizada no mercado de arte, e cerca de sessenta peças puderam ser referenciadas. 

Esta restituição de património cultural de Angola, hoje concretizada numa cerimónia-conferência na Embaixada de Angola em Bruxelas – iniciativa da Fundação Sindika Dokolo com o Ministério Cultura da República de Angola – transporta consigo importantes mensagens, simbolizando o “regresso às origens” do povo angolano, a Paz e a Reconstrução de um País, a qual passa necessariamente pela restauração dos seus elementos culturais. 

"É chegado o momento de todos os tesouros culturais «perdidos» de Angola regressarem ao seu país de origem, onde poderão desempenhar plenamente o seu papel; um papel que ajudará a construir a cultura e o conhecimento sobre Angola, aumentando a autoestima do nosso povo. 

Na qualidade de fundação de utilidade pública associada à arte e à cultura, prosseguiremos os nossos esforços para recuperar a nossa herança cultural e para a enriquecer em todas as suas formas, apoiando as novas e futuras gerações de artistas."

Discurso de Sindika Dokolo no Palácio Presidencial em Luanda, a 4 de Fevereiro de 2016. 


Esta iniciativa da Fundação Sindika Dokolo tem sido desenvolvida com base numa pesquisa contínua sobre a história das coleções do Museu do Dundo (durante os períodos colonial e pós-colonial), e ainda de uma análise cuidada sobre a legislação nacional e internacional no que toca a temas relacionados com proteção do património e bens culturais. 

O projeto conta ainda com o apoio de inúmeros investigadores (historiadores, antropólogos e museológicos) e peritos internacionais (como o ICOM - International Council of Museums – e a Interpol), cujo trabalho proporciona as bases e o enquadramento histórico e legal necessários para a sua execução. 





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