Companhia Nacional de Bailado apresenta «A tecedura do caos» de Tânia Carvalho a 13 e 14 de Julho no 35º Festival de Almada

Integrada na programação do 35º Festival de Almada, a Companhia Nacional de Bailado apresenta «A tecedura do caos», com coreografia e direção de Tânia Carvalho, dia 13 de Julho às 21h30, e dia 14 às 19h00, na Sala Principal do Teatro Municipal Joaquim Benite.



Entre Janeiro e Março a Companhia Nacional de Bailado juntou-se ao Teatro Maria Matos e ao Teatro São Luiz para dedicar um ciclo ao percurso de 20 anos de Tânia Carvalho. Para a coreógrafa, remontar algumas das suas peças mais antigas significou, de certa forma, colocar-se também no papel de espectadora: “Ver de repente uma peça antiga montada em poucos dias torna-se surpreendente”. 

A tecedura do caos, criada em 2014, entra em diálogo com a Odisseia , de Homero. Assente na ideia de regresso e de reencontro, a obra faz contrastar o desejo de Ulisses em regressar a Ítaca com os sucessivos obstáculos que se lhe colocam. 

Em cena, os bailarinos parecem utilizar gestos que precedem a consciência: a escansão dos seus movimentos implica que a emoção se dê antes de tudo o mais. E que a dança não procure esquivar-se à sua vocação divina. Para Tânia Carvalho, “criar é tão simples que se torna complicado”. 

Dos domínios da coreografia, Tânia Carvalho transporta-se frequentes vezes para a composição musical. Propõe-se como uma artista cuja vontade de expressão não se esgota numa só linguagem. As suas criações vagueiam pelas sombras, pela vivificação da pintura, pelo expressionismo e pela memória do cinema. Assim, ao longo de quase duas décadas, Tânia Carvalho vai fazendo o seu caminho: criterioso e cada vez mais multidisciplinar.







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