«Amor»: novo disco de Trio Pagú já disponível

Escrito ao longo de quase 8 anos, o novo álbum "Amor" de Trio Pagú, fala do amor em todos os sentidos: Amor fraternal, amor pela natureza, amor pela música, amor de paixão, amor de mãe, amor de pai. 


Capa do Disco «Amor»


Interior do Disco «Amor»

Contra capa do Disco «Amor»


O Trio Pagú começou em 2004 procurando fundir a Bossa Nova e a MPB com a cultura europeia. Composto por Alex Liberalli (voz, percussão e melódica), Budda Guedes (guitarra e coros) e Inuri Bispo (percussão), o Trio Pagú mistura raízes e culturas desde a génese. 

Alex Liberalli é natural do Rio de Janeiro e vive em Braga desde 1989 e traz consigo toda a jinga carioca, o samba, a bossa nova, o teatro e a MPB. Budda Guedes é natural da Covilhã, mas vive em Braga desde 1981. A sua bagagem musical traz o Blues, o Soul, o Funk e o Rock. Inuri Bispo, natural de Salvador da Baia, vive em Braga desde 2005. Traz consigo toda o lado afro do Brasil, fortemente marcado pelos ritmos da Baía. 


Temas 

Distância: Com letra de Alex Liberalli este tema resume o sufoco provocado pela distância geográfica, mas sobretudo pela distância imposta pelo receio e falta de confiança. Fala do tempo perdido com insignificâncias e da vontade de corrigir tudo isso. Nesta música a percussão é assumida por Nico Guedes com um arranjo incrível com 5 congas cubanas. 

Candura: foi um tema que surgiu ligado à música de Cuba e Cabo Verde. O refrão fala sobre um amor não correspondido e pela atracção pelo abismo que só o amor pode provocar. Aquando de uma viagem de Alex e Budda à Ilha do Sal em Janeiro, deu-se o encontro com Mirri Lobo, um reputadíssimo músico caboverdiano e a sua participação nesta música foi inevitável. Amigo de longa data, Firmino Neiva é também um ilustre convidado especial nesta música, tendo gravado o baixo. 

Homem Também chora: um sambinha bom que expõe a delicadeza dos homens, contrariando o dizer popular "Homem que é Homem, não chora" É em simultâneo uma declaração de amor a alguém que não sendo perfeito é o perfeito companheiro. 

O Presente: poderia chamar-se Carpe Diem. Um raciocínio profundo sobre a inexistência de futuro, ou de que o futuro não é mais do que a projecção do presente. No mundo em que vivemos tudo é deixado para depois. Mas a vida acontece agora! O Presente é o único que temos. Uma ode ao clube dos poetas mortos. 

Serei Breve: fala de uma pessoa que está cansada, mas quer falar, e quer se corresponder, e que não quer atrapalhar… , Separada por um oceano, a narradora procura chegar a alguém sem saber como fazê-lo. Este tema conta com a participação de Juan Pestana na melódica. Depois de um encontro casual no Funchal, a amizade e cumplicidade musical foi incrível e imediata. O convite para a participação no disco "Amor" tinha que ser feita. 

Na Minha Avenida: Um Sambinha com uma sonoridade vintage, namorando os anos 70, com cheiro a praias do Brasil e Stevie Wonder. Nesta música temos como convidado mais do que especial o Nico Guedes na bateria. Um declaração de amor concretizado e um agradecimento ao universo pelo amor concedido. 

Você e Eu: Uma ode ao amor de dois. Dois seres ignorando o mundo que os rodeia, criando o seu próprio mundo, vivendo um do outro. Trata-se de uma música e letra de Miguel Guedes de Carvalho, que vem já dos tempos de parceria de banda nos Big Fat Mamma (1999), mas só agora foi gravado. Nico Guedes assume a bateria. 

Maria Alice: Inspirado nos contadores de histórias do Nordeste e nas obras de Jorge Amado, conta a história de Maria Alice, que se cansou de ser traída pelo marido e resolveu vingar-se. Alex Liberalli foi buscar a inspiração para a sua interpretação a “Faroeste Caboclo” de Renato Russo. 

Dono do Mundo: trata-se de uma versão de uma música de Danilo Braga um dos membros do Grupo Recado do qual Eliane Liberalli e Orlando Santos (pais de Alex Liberalli) faziam parte. A letra fala sobre dar as boas vindas a todos os que vêm por bem. Inevitavelmente ambos gravam voz neste disco. 

Na Mesa do Bar: A saudade devido à separação geográfica, temporária. Quando um viaja o outro sofre. Nico Guedes assume a bateria nesta gravação e a ele junta-se Inuri Bispo com uma orquestra samba da baia, de um homem só. Budda grava também com um cavaquinho Carlinhos Luthier, oferecido no seu aniversário pelos seus amigos. 

A Cor Favorita: Inspirada na obra de Caetano Veloso esta música assume um arranjo minimal, usando para além da guitarra, apenas um prato e uma faca, como se costuma fazer nos sambas de mesa. Fala também da importância de relativizar os problemas e de evitar ser radical na postura perante a vida Usamos o som do batimento cardíaco da recém nascida Mia Liberalli a neta mais nova de Alex Liberalli. 

Funchal: para o Budda e a Alex o Funchal é uma terra muito especial, de grandes amigos, de muitas recordações maravilhosas e com uma paisagem avassaladora. É um destino obrigatório para o casal Alex e Budda. Esta música é dedicada ao Funchal mas sobretudo aqueles que fazem o Funchal ser o que é!! Para o disco conseguiram que parte desse grupo de amigos gravasse o coro final. Contaram ainda com a participação do incrível Edu Miranda no Bandolim e no Cavaquinho, o que torna esta gravação ainda mais especial.





Dedicatórias

Dedico este disco ao amor da minha vida Budda Guedes e a família que para mim significa amor incondicional, em especial aos meu pais Eliane e Orlando que me injetaram sem saber a música na minha alma. As minhas filhas, Ohanna e Cindy, e aos meus netos,Bianca, Diego e Mia. 
Alex Liberalli 


Dedico este disco à minha Alex, ao meu filho Pedro, ao meu irmão Nico, à minha Mãe Adelaide ao meu pai Pedro, à minha irmã Maria e ao meu sobrinho Benjamim. Um obrigado especial ao Nico Guedes, por ser sempre parte de todas as aventuras. Dedico-o ainda a todos os amigos que têm cruzado o meu caminho e tornado a minha vida bela. São demasiados para fazer uma lista. E finalmente dedico este disco à música, que me define como ser, e a todos os músicos , que fazendo música, moldaram quem sou. 
Budda Guedes 


Dedico este trabalho as minhas filhas, Clara, Helena e Gabriela, que tanto amo e que me fazem sentir vivo, assim como a música. 
Inuri Bispo 


FICHA TÉCNICA 

01  Distância – de Budda Guedes e Alex Liberalli 

02  Candura feat Mirri Lobo – de Budda Guedes e Alex Liberalli 

03  Homem Também Chora – de Budda Guedes e Alex Liberalli 

04  O Presente – de Budda Guedes 

05  Serei Breve – de Budda Guedes e Alex Liberalli 

06  Na Minha Avenida – de Budda Guedes e Alex Liberalli 

07  Você e Eu - de Budda Guedes e Miguel Guedes de Carvalho 

08  Maria Alice – de Budda Guedes 

09  Dono do Mundo – de Danilo Braga 

10  Na Mesa do Bar – de Budda Guedes e Alex Liberalli 

11  A Côr Favorita – de Budda Guedes 

12  Funchal – de Budda Guedes 



TRIO PAGÚ 
Alex Liberalli: Voz e Melódica. 
Budda Guedes: Guitarras, Baixo, Cavaquinho, Bandolim, Synth, Fender Rhodes, Coros. 
Inúri Bispo: Percussões. 



Convidados especiais 

Nico Guedes - Bateria, Coros e Percussões em “Você e Eu“ , "Na Minha Avenida", "Distância", "Na Mesa do Bar

Mirri Lobo – Voz em “Candura” 

Edú Miranda - Bandolim e Cavaquinho em “Funchal” 

Firmino Neiva – Baixo em “Candura” 

Mia Liberalli – Coração em “A Côr Favorita” 

Eliane Liberalli e Orlando Santos nos coros em “Dono do Mundo” 

Juan Pestana - Acordeão em "Serei Breve

Coros em "Funchal" - Alhex, Andreia Miranda, Cláudia Fernandes, Fábio Remesso, Tiago Sena, Juan Pestana, Esdrubalo e Danny Correia

Todas as músicas de Budda Guedes exceto “Dono do Mundo” e ”Você e Eu”. 

Letras de Alex Liberalli em: Candura, Distância, Homem Também Chora, Na Mesa do Bar, Na Minha Avenida, Serei Breve

Letras de Budda Guedes em Candura, Funchal, Maria Alice, O Presente, A Côr Favorita

Música e letra de Miguel Guedes de Carvalho: “Você e Eu” 

Música e letra de Danilo Braga: "Dono do Mundo"

Gravado, misturado e produzido por Budda Guedes nos Estúdios Mobydick Records. 

Masterizado por Frederico Cristiano nos Estúdios da Mechanical Heart Mastering Sessions. 

Artwork de Nico Guedes 
Fotos de Tiago Xavier 

Agradecimentos 

Nico Guedes, Tiago Xavier, Firmino Neiva, Edú Miranda, Mirri Lobo, Danilo Braga, Miguel Guedes de Carvalho, Mia Liberalli, Eliane Liberalli, Orlando Santos, Juan Pestana e ao Estúdio 21, Cláudia Fernandes, Fábio Remesso, Tiago Sena, Danny Correia.




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